quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mar e sol




A vida é feita de encantos:
Mesmo quando a desilusão invade seus pensamentos!

Como descrever o prazer de uma manhã ensolarada,
Com o coração cheio de nobres sentimentos?
Ao som único que o mar gentilmente proporciona aos que desejam ouvir.

O sol não irradia apenas luz,
Ele aquece a alma, esquenta a vida, faz explodir loucas paixões.
O mar leva tudo que um dia o fez sofrer,
E devolve aquele sentimento de renovação:
Como uma onda que depois de tanta fúria se transforma em uma doce marola!

Não há palavra alguma que explique a sensação de poder navegar
Por mares tão confusos,
E mesmo assim sentir uma paz,
Uma satisfação tão gratificante!

Nada é mais belo que uma recordação guardada dentro de si...
Isso, nem o tempo poderá apagar.
Assim como a descoberta de um novo ou velho amor,
É a sensação de mergulhar no mar a primeira ou a última vez!


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Quando o inverno acabar...




Houve um tempo em que o frio foi insuportavelmente gelado.
As noites eram longas demais,
E os dias passavam lentamente...

Lágrimas brotavam como cachoeiras,
E os sorrisos eram escassos, até mesmo forjados!
Nada estava no lugar certo,
Não havia muitas certezas.

A angústia foi tamanha,
Sentir-se confuso se tornou algo corriqueiro...
Mas o inverno está acabando!

Ao sentir a primavera chegando,
O coração começa a pulsar mais forte.
Uma outra estação, uma nova estação.

Não faz mais sentido chorar,
Sem razões para se desesperar.

Viva! Já se pode sentir o aroma das flores,
Que virão para acalentar um coração que nunca deixou de acreditar no amor!

domingo, 19 de agosto de 2012

Agosto sem sentido




Nunca esperei que fosse fácil,
Mas não precisava ser tão difícil.
Aprendi a te amar, e também aprendi a viver sem você,
Cheguei até a te esquecer.

Não sei mais o que sinto,
Como então expressar o que não tenho mais certeza?

A dificuldade do relacionamento,
Mostra-se também no desfecho dele.
Seria um ponto, ou uma vírgula?
Uma exclamação, ou mais uma interrogação?

Se antes era impossível viver sem ti,
Hoje é bem difícil conviver com o que ainda resta...
Aprendi, sobretudo, a não aceitar restos, sobras, migalhas.

Não consigo mais prever o nosso futuro,
Nem ao menos consigo imaginar se ainda há um futuro pra nós.

Tudo isso me aflige,
Mas não me perturba como antes.
Aprendi a ser frio o bastante ao ponto de não me comover tanto.
Mas nunca perderei minha essência romântica:
Isso ninguém tira de mim, nem mesmo você...