sábado, 25 de fevereiro de 2012

Algumas páginas...




E o tempo passou...
O meu tempo, o seu tempo, talvez o nosso tempo.
Recordar não é viver,
Mas a saudade às vezes se faz tão presente que parece poder ser tocada.

Escrevemos algumas páginas:
Grandes sorrisos, intensas batalhas, choro, guerra e paz.
Paz, enfim parece começar a chegar,
E o fim parece ter chegado junto com ela.

Mas que fim?
Tudo seria tão simples se pudesse ser reduzido a início, meio e fim.
Não existe final para algo tão intenso.
Entre noites mal dormidas e dias inesquecíveis.
Não tem jeito, lembro apenas dos momentos únicos, onde disse certa vez:
- Parece que te conheço há mil anos!

O vento da mudança soprou, veio em forma de furacão.
Mas isso sim teve o fim. A tempestade foi embora,
O dia começa a surgir,
E os primeiros raios de sol já brilham onde pensei não haver mais brilho.

O fim do livro, ou o fim de mais um capítulo?
Essa é a charada,
A incógnita que deixa tudo mais surpreendente.
E como toda surpresa, é irresistível.

Que o tempo passe,
Que a distância ajude,
E que possamos amadurecer.
Sem perder o encanto, afinal quando não há mais magia,
O espetáculo chega ao fim...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Todo carnaval tem seu fim




Chegou, chegou!
Aquele momento de extravasar, de dizer e fazer tudo que se tem vontade,
De vestir a fantasia e colocar a máscara,
De acreditar que tudo é festa.
Que a vida é uma festa...

A ilusão faz parte da folia, pra que lembrar os problemas?
Pra que lembrar as desilusões?
Por que não esquecer tudo, pelo menos por alguns dias!

A euforia é tamanha, o coração acelera, o ritmo é alucinante.
Tudo parece perfeito, a magia toma conta do ambiente.
Otimismo, força, alegria!

E assim é no começo, e no meio...

Mas como tudo, chega o fim.
E aí bate aquela melancolia, uma vontade de reviver, recordar, renascer.
Impossível? Talvez não.

Difícil aceitar que acabou, que nada mais é perfeito,
Que não vai voltar a ser mágico como foi um dia.
Há de se encarar a realidade, com a cabeça erguida de preferência.

Saem de cena a irreverência e a espontaneidade,
E começa a atuar a realidade em sua forma mais dura.

O que fazer?
A escolha é sua: se apegar ao que já era,
Ou estar de braços abertos para o futuro, com todas suas dúvidas e incertezas?

Mais uma vez, a escolha é sua.
Viver o que já não existe mais pode até ser bem concreto.
Mas nada como o abstrato pra nos fazer sonhar,
Criar asas e voar em busca de novos carnavais...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quarta de cinzas...




Todo final é triste, gera melancolia, lembranças do que foi,
Lembranças do que deveria ter sido...
Dói mais do que gostaria, ou até mesmo do que merecia.

A dor é real, ou surreal?
Talvez seja apenas imaginária,
Ou tão concreta que acaba distorcendo a realidade.
É difícil acreditar que se foi aquele sentimento tão bom,
Como aceitar que não existe mais nada? Existiu de verdade um dia?
Será que realmente é o fim?

Sem discursos prontos, ou falsas desculpas.
Não quero forjar falsas amizades, ou um bem estar que não existe.
Machucou e machuca.

Onde está a sensibilidade? Os valores?
E o respeito, onde foi parar?
Promessas que foram descumpridas,
Juras jogadas fora, tentativas falhas.

O resultado é apenas a mágoa,
Que insiste em se instalar onde antes só havia amor.

Não é fácil aceitar que tudo foi em vão.
Pior ainda perceber que tudo não passou de um conto,
Onde um personagem interpretou bem mais que o outro.
O que antes era verdade, hoje é apenas ilusão.