quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A razão por trás da emoção




Discordo totalmente de quem acha que razão e emoção são forças que divergem entre si. A meu ver existe pelo menos uma pitada de razão em qualquer sentimento. Claro que às vezes não conseguimos disfarçar o que sentimos, mas nem sempre essa atitude é tão irracional assim.

Podemos escolher por quem se apaixonar? Lógico que não. Escolher quem vamos amar, quem vamos odiar? Muito menos. Mas alguns fatos bem racionais nos levam a criar qualquer situação emotiva. Por exemplo, se fossemos guiados totalmente pela emoção, nunca deixaríamos de gostar de alguém que nos faz sofrer. Por mais que o amor exista, a razão acaba guiando o individuo a alterar o sentimento que existe.

Daí entra mais um dilema pessoal: qual a diferença entre insistência e perseverança? Acho que isso gira em torno do velho clichê: "seguir a cabeça ou coração?". Na verdade, nem uma coisa, nem outra, nem cabeça, nem coração. Não existe essa de se entregar ao ponto de viver mais a vida de alguém do que sua própria vida. Muito menos tentar se preservar tanto, e acabar esquecendo o quanto é bom compartilhar momentos e sentimentos com alguém que te faça bem.

Talvez o segredo seja deixar acontecer. Se existe dor e sofrimento é porque não está fazendo bem, e a vida é curta demais para ser desperdiçada com maus momentos. Às vezes nos cobramos demais, e nos culpamos tanto, que acabamos por perder a graça e a alegria dos momentos mais simples e belos da vida.

Ame por amar, não por obrigação. Se apaixone quantas vezes for necessário, sempre aprendemos algo depois de uma grande paixão. Confie em quem aparentar merecer confiança. Entregue o seu melhor, demonstre o que sente. Mostre-se exatamente como é. E não sofra. Nada, nem ninguém, pode fazer você perder o precioso tempo de estadia nesse mundo louco em que vivemos. Ao invés de se lamentar, sorria! Mesmo que não tenha motivo algum sorria. Esse sorriso pode gerar uma onda positiva muito maior do que se pode imaginar!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mais de mil palhaços no salão




Incrível a capacidade que a vida tem de nos surpreender.
Em meio a tantos acontecimentos, tantas pessoas, tantas situações.
Entre tantos amigos, tantos amores,
Entre tanta gente.

Ás vezes guardamos alguns momentos,
Que ficam tão bem escondidos na memória que achamos estarem esquecidos.
Mas ai vem o acaso, ou até mesmo o destino, e nos faz recordar, reviver...

O problema, como sempre, é o tempo.
Tudo muda, todos mudam, exceto os sentimentos:
Esses se transformam, aumentam ou diminuem. Talvez evoluam.

É sempre um pouco confuso reviver,
Ou tentar viver algo que poderia ter acontecido um dia.
E um tanto desafiador também.
O problema são as circunstâncias.

Mas e daí?
Voltar no tempo, infelizmente, é impossível.
Recomeçar algo que nunca aconteceu então, seria loucura.

Então, o que fazer?
Deixar com que as coisas aconteçam?
Nem sempre temos o direito de ter uma segunda chance.
Quase nunca descobrimos fatos que poderiam ter marcado,
Sabemos apenas quando marcam.
E marcou, mesmo só descobrindo depois de algum tempo...

Agora sem fantasias, sem carnaval, sem tanta magia.
Outro tempo, outras pessoas, outras cabeças.
Porém com sinceridade. Afinal carinho nunca faltou.

Que venham os próximos carnavais,
Agora sem máscaras e interrogações.
Porque a vontade de escrever outro capítulo já chegou!


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Quando o temporal passar...




Odeio frases feitas e pessoas politicamente corretas. De todas as qualidades do ser humano a mais bonita é a sinceridade, e uma das mais raras também. Volta e meia levo cada rasteira que chego a pensar: "Dessa vez perdi a confiança nas pessoas!". Ainda bem que minha fé na humanidade é bem maior do que imagino.

Existem sim pessoas confiáveis, honestas, dignas, coerentes. Falo em coerência no sentido mais amplo e direto. O que adianta ter um ótimo discurso, representar um lindo papel, mas não conseguir convencer sequer a si mesmo do que realmente é? Joguem as máscaras fora. O respeito só é conquistado quando nos apresentamos exatamente como somos. Caso contrário, podemos até conquistar a admiração, e a simpatia, mas nada mais gratificante do que conquistar o respeito de alguém.

Continuo acreditando nas pessoas, até que todo mundo me prove o contrário. Mesmo vivendo tantas situações que mostram o quanto podemos nos deparar com a maldita hipocrisia, que corrói a sociedade, continuo acreditando que podemos mudar. Um dia o ser humano vai aprender que rotular o próximo é uma atitude pequena, e que não se pode julgar ninguém apenas pela cor da pele, pela raça, pela classe social, pela crença ou religião, pela orientação sexual, ou pelo poder aquisitivo. Nada disso define o caráter de ninguém.

Precisamos aprender, urgentemente, que SER é bem mais importante do que TER. Sei que nem sempre podemos nos mostrar por completo, nem falar exatamente o que pensamos, mais para isso existe a omissão. Antes ficar calado, do que apresentar-se de um jeito que não condiz com o que realmente é.

O importante é aprender que decepção não mata, nem ensina, apenas faz sofrer. Ninguém é igual a ninguém, então sem essa de que podemos aprender alguma coisa quando nos desiludimos com alguma pessoa. Essa pessoa, como qualquer outra, é única. E sendo um ser único, você apenas o conheceu um pouco mais, não dá pra levar esse exemplo para nenhuma outra relação.

Se decepcionar faz parte da vida. Dói, machuca, fere, mas não acaba com ninguém. O pior é a quebra de confiança. E se conquistar a confiança de alguém dá trabalho, reconquistar a confiança dessa mesma pessoa será mais difícil ainda. Porém, nada é impossível quando acreditamos em nós mesmos!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vivendo e apredendo...




Aprendi tanta coisa com a vida, comigo mesmo, e com as pessoas que convivi...

Aprendi que não é porque estamos certos, que podemos sair por ai impondo nossa vontade, ninguém é o dono da razão.
Respeito, educação, e humildade, são qualidades fundamentais a qualquer pessoa.

Aprendi que confiança é algo precioso demais para ser entregue a qualquer um.
Deve-se escolher bem em quem confiar.

Aprendi que ninguém é igual a ninguém, 
E que cada ser humano é único: a soma das qualidades e defeitos de uma pessoa nunca vai ser igual à de mais ninguém.

Aprendi que devemos selecionar os indivíduos que irão compartilhar conosco nossos bons e maus momentos,
E também, que podemos dividir as pessoas em dois grupos: insubstituíveis ou descartáveis.
E se somos descartável para uns, podemos ser insubstituível para outros.

Aprendi que quando pedimos ou buscamos a verdade, devemos estar cientes que nem sempre podemos ouvir o que gostaríamos.
Se não está preparado para a verdade, é melhor não tentar encontrá-la.

Aprendi que todo relacionamento é complicado, e que ceder é fundamental para poder alcançar algo maior.
Ás vezes precisamos dar um passo pra trás, para depois poder dar quatro pra frente.

Aprendi que as vezes falamos demais, escutamos demais, e enxergamos de menos, e de repente ficamos tão cegos que acabamos tendo atitudes imbecis.
A consequência disso é o sofrimento desnecessário.

Aprendi que nem todo erro pode ser consertado. E o que vale mesmo é a vontade de melhorar, e não o que de fato se modificou.
O que nunca deveríamos fazer é julgar ninguém. Infelizmente é o que mais fazemos.

Aprendi que nunca nenhuma resposta será suficiente para saciar a nossa curiosidade. E se um dia não tivermos mais nenhum problema pra resolver, vamos morrer de tédio.

Principalmente, aprendi que podemos, e devemos, mudar de idéia sempre que o nosso coração mandar. 
Não existe conselheiro melhor que a nossa própria consciência.

Errar é humano. Reconhecer o erro, se desculpar, e tentar mudar, é o que nos faz evoluir.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Doce ilusão



Será que a vida é realmente tão complicada quanto pensamos? Acho que não. O problema não está na vida, está em nosso olhar. Temos sempre alguns opções ao enxergar algum fato novo, ou alguma situação velha. Podemos focar numa ótica otimista, ou achar que tudo está perdido, ou ainda fechar os olhos e se calar. Temos outras tantas alternativas. Cabe a nós mesmos decidir como lidar com a situação.

A cada dia que passa ficamos mais experientes, mais velhos. Não porque o tempo está passando, mas pelas situações que vivemos, pelos conflitos internos e externos que somos obrigados a administrar. A experiência vem muito menos por termos vivido alguma situação conflituosa, e muito mais pelo proveito que tiramos dessa mesma situação.

Desculpem-me os que se acham vividos demais, os que já passaram por situações difíceis demais durante toda a vida, mas muitas vezes uma pessoa qualquer, que teve uma vida "perfeita", pode dar um baile em vocês. Passar por dificuldades todo mundo passa. Mas o que levamos, o que aprendemos com o que a vida nos impôs é o resultado do que somos agora.

Vivemos em constante mudança, e essa é uma das coisas mais bonitas do ser humano. A capacidade de adequação às transformações do mundo e das pessoas, o poder de evoluir mentalmente, e a perspectiva de que toda mudança de comportamento vai refletir de alguma maneira em alguém, são exemplos disso. Não devemos parar no tempo. Podemos domar o tempo, e exigir que ele traga tudo aquilo que sempre sonhamos. Só que para isso temos que ter a consciência que ganhar ou perder, insistir ou desistir, enfrentar ou correr, depende exclusivamente de nossa vontade de ser feliz. 

Posso escrever mil textos como esse, viver outras mil situações adversas e complicadas, mudar de opinião a respeito de tudo, quebrar todos os meus preconceitos, mas tenho certeza que o único pensamento que nunca vou mudar é: estamos aqui apenas em busca da felicidade. Talvez seja romântico demais por pensar assim, mas prefiro morrer pensando assim, a me tornar apenas mais um, que vive por viver, que está no mundo apenas pra "bater o ponto". E se estiver errado em pensar assim, e continuar me iludindo com esse pensamento tolo? É simples: cada ilusão que tiver será inesquecível, e nunca vou deixar de acreditar na felicidade, até que eu me iluda novamente.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Algumas lições de vida




Nada na vida acontece por acaso. Sendo bem enfático, toda e qualquer situação que passamos acontece por algum motivo. Cabe a nós descobrir esse motivo, e tirar o melhor até mesmo dos piores momentos.

Uma das coisas mais complicadas da nossa existência são os relacionamentos. Afinal envolvem ao menos duas cabeças, dois mundos, duas histórias de vida bem distintas. Ninguém é igual a nínguém. Saber respeitar e aceitar as diferenças é fundamental.

O mais complexo para se manter um relacionamento é conseguir encontrar o meio termo. Nem ceder demais, nem deixar com que o orgulho tome conta de si. Também não se pode perder o orgulho, esse é um erro fatal, afinal quem quer estar ao lado de uma pessoa fraca, sem amor próprio? Antes de amar qualquer pessoa, devemos nos amar, nos valorizar, e ter a plena noção de nossa própria capacidade.

Exemplificando a teoria, corra atrás de quem você ama, mas não se deixe levar pela idéia de que aquela pessoa irá ser a única pessoa capaz de te fazer feliz. Ao pensar assim, provavelmente, seu orgulho vai pro chinelo, e uma pessoa nesse estado pode ter atitudes impensáveis e até mesmo imperdoáveis. E sem essa de que tudo na vida pode ser perdoado. Não, nem tudo na vida pode ser perdoado. Nem sempre podemos passar por cima de certas mágoas, pois fazendo isso estaríamos nos tornando submissos à outra pessoa, ou até mesmo a algum sentimento. E submissão é algo que nunca deve existir em nenhum tipo de relação.

Como dosar então o orgulho, e a vontade de insistir? Hoje, penso que insistência é algo bem diferente de perseverança. Uma coisa é acreditar que vai dar certo, outra é insistir para que dê certo. É bem difícil, mas devemos evitar ao máximo cobrar qualquer atitude de alguém. Em um relacionamento deve-se existir naturalidade. E a naturalidade desaparece quando existe cobrança.

Amor não se pede, se conquista. Junto com o amor existe o respeito, a confiança. Afinal tal sentimento é tão amplo, tão puro, tão genuíno, que é uma espécie de junção de outros tantos sentimentos. Dessa forma evitemos cobrar qualquer coisa que seja.

Falando dessa maneira, podem até pensar que não podemos nos entregar completamente a outra pessoa. Pelo contrário, devemos fazer isso. Mas devemos também saber que a nossa vida independe de qualquer outro alguém. Somos seres únicos, que estamos eternamente buscando outro ser que nos complete. Entretanto jamais podemos pensar que alguém é a nossa vida. Seria injusto demais condicionar a nossa vida, as nossas decisões, a vida de outra pessoa. Nunca cometa o erro de entregar sua vida nas mãos de ninguém, porque no fundo apenas nós mesmos saberemos qual o melhor caminho a seguir.

O grande objetivo na vida da maioria das pessoas é justamente encontrar a pessoa que optou pelo mesmo caminho que você. A partir desse instante esses dois seres únicos poderão caminhar de mãos dadas, e terão a certeza de que mesmo sendo pessoas completamente diferentes, saberão entender essas diferenças, aceitarão que o amor é bem maior que o orgulho, irão compartilhar bons e maus momentos, e vão conseguir se respeitar mesmo quando suas opiniões não forem as mesmas.

Nunca deixe de procurar a pessoa que será capaz de preencher aquele pequeno vazio que temos dentro de nós. E se tiver a certeza de que já conseguiu encontrar essa pessoa, ceda quando achar que deve, saiba se impor nos momentos certos, respeite e exija respeito, ame e se permita ser amado. Pois não há nada melhor na vida do que poder se sentir seguro ao lado de alguém. Ninguém nasceu pra ser ou viver só!

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Texto escrito em 11/11/11

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Qual a trilha sonora da sua vida?




Sempre pensei que nossa vida fosse como uma canção, uma trilha sonora particular, que consegue traduzir momentos, situações e sentimentos. Hoje tenho a certeza disso. Mas uma música seria pouco para tocar durante uma vida inteira.

Passamos por momentos "balada romântica" onde tudo é mágico, leve. Onde tudo parece se encaixar perfeitamente, e temos a plena certeza que nada pode dar errado. Ser romântico a moda antigo é algo raro hoje em dia.

Vivemos, também, verdadeiras óperas. Onde tudo é tenso, pesado. Onde cada momento parece ser infinito. Me desculpem aos que gostam do gênero, mas reflete muitos momentos chatos de nossa vida.

Quem nunca teve a fase Legião Urbana, onde desacreditar e descontruir é fundamental. Se esse período tivesse uma cor, com certeza seria o cinza. Tudo é opaco, confuso, perturbado. Nunca sabemos porque entramos, e nem como sair desse momento. E o pior, parece que volta e meia retornamos a esse estágio.

A vida com certeza é bem mais complexa que uma música, e nem sempre achamos a trilha sonora certa para todas as ocasiões. Mas tal como um albúm musical, as fases de nossa vida tem começo, meio e fim. Tenho que admitir que minha memória emocional, é extremamente ligada a minha memória musical. Pessoas, histórias, fases da vida, pra tudo isso existem sempre algumas notas musicais que me fazem recordar bons e maus momentos.

O importante é não ter preconceito, e renovar o gosto musical sempre. Dessa forma não teremos também medo de viver novas situações, de se aventurar no mundo, de descobrir que somos eternos aprendizes em busca da trilha sonora perfeita. Como perfeição é algo surreal demais, essa busca não termina nunca. E ai está a magia da vida: seremos sempre capazes de mudar o disco, e escolher o ritmo e a melodia que irá nos guiar rumo a felicidade!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Medo




Queria poder afirmar que não temo nada, mas talvez o meu maior temor seja justamente o de ter medo. Gostaria de descobrir o que leva uma pessoa a temer algo ou alguém. Será insegurança? Talvez sim.

Qual será o antídoto ao medo? Creio que seja a coragem, mas será que uma pessoa corajosa não tem medo de nada? Não tem medo de ninguém?

Tenho asco de pessoas que se impõem pelo medo. Nesse caso acho que a insegurança torna-se uma fonte de alimentação a tirania. Como pode alguém querer demonstrar o que pensa através de atitudes autocráticas? Pessoas assim jamais conseguem algo que só os grandes conseguem: respeito.

Uma pessoa com medo sente-se acuada, e das duas uma: ou se refugia dentro de si mesmo, ou ataca. Nenhuma das opções é boa, afinal atitudes tomadas em situações de pavor costumam ser desastrosas.

O mundo seria bem mais leve se as pessoas aprendessem que o objetivo em comum de qualquer indivíduo é apenas um: ser feliz. E é difícil alcançar a felicidade num ambiente hostil. Como ser feliz em um mundo repleto de pessoas egoístas e hipócritas, que vêem o ser humano como um fantoche, que serve apenas para ser manipulado ao seu bel prazer.

Todo mundo tem o direito, e a obrigação, de ser feliz. Só que um dos princípios básicos na busca pela felicidade é a coragem. Não é tarefa fácil, mas devemos ser corajosos em todos os momentos, buscar força mesmo nas piores situações. Acreditar que a maioria da raça humana ainda consegue pensar além do seu próprio umbigo. Crer que podemos sim enfrentar nossos medos e inseguranças. E, principalmente, ter tolerância diante de toda e qualquer situação.

Pode parecer clichê, e talvez seja, mas o seu direito (inclusive o de ser feliz) termina onde começa o do outro. Mostre-se pelo que é, e não pelo que têm. Aceite que ninguém é igual a ninguém, e que o simples fato de respeitar isso já faz de você uma pessoa melhor.

Espero que um dia a gente possa viver em mundo onde não exista medo ou temor a nada, nem a ninguém. E esse dia só irá chegar se trabalharmos em pró disso, como disse John Lennon: "Imagine all the people living life in peace (Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz)"!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que eu também não entendo




O que nos leva a amar uma pessoa?
Seria o simples acaso, ou obra do destino?

Ah, o acaso, quando nos sorri é tão bonito
Aliado ao destino então... se complementam.
São figuras essenciais a qualquer romance
Tal qual almas gêmeas se unem, e fazem unir.

Impossível explicar, fácil entender.
Fácil?
Eis uma palavra difícil de se colocar em prática.

Nada parece fácil quando se gosta muito de alguém.
Ou seria o contrário?
É tão simples que, acostumados a situações complexas, sentem-se confusos.

Palavras de amor, de carinho
Gestos de atenção, demonstrações de afeto.
Discordâncias, pensamentos opostos.
Passado, presente, e perspectiva de futuro.

Expressões soltas?
Não, mas tentar traduzir sentimentos em palavras não é simples.

Então, como explicar com palavras o que não tem tradução?
Em suma, de tão intenso o amor se mostra inexplicável.
E como tudo que é inexplicável, torna-se mais fácil sentir do que descrever.


Viva la Vida



Chega um momento da vida, independente de nossa vontade, no qual escolhas deverão ser feitas, decisões terão de ser tomadas. Nesse período não teremos mais o direito de dizer "não fiz nada!" simplesmente pra se proteger, ou se abster de algo. Não fazer nada é apenas mais uma alternativa.

Quando nos deparamos com um problema, ou uma situação complicada, ou até mesmo um convite, uma proposta, ou qualquer outra coisa do tipo, temos, no mínimo três opções: enfrentar, desistir, ou não fazer nada.

Ao escolher a primeira alternativa, a de enfrentar, pode-se perder ou ganhar. Perder sentimentos, perder pessoas, perder tempo. Mas sempre há de se ganhar algo. No mínimo, maturidade suficiente para não passar exatamente pela mesma situação outra vez. E na melhor das hipóteses, podemos sair da situação muito mais fortes do que entramos. Uma vez que ninguém está no mundo a passeio, porque não enfrentar todos os desafios que a vida nos propõe?

Desistir, correr, fugir do problema, ao meu ver só não é tão ruim quanto não fazer nada. Ao desistir, fica claro que a vida está pronta pra te desafiar, mas você não está, ou acha que não está, aceitando que como em todo jogo podemos ganhar ou perder. E a vida nada mais é que um grande jogo, onde dificilmente podemos prever o resultado final. Ganhamos e perdemos o tempo todo.

Optar por não fazer nada, é como entrar em um jogo, disputar uma partida, e não está nem um pouco interessado em saber o placar. Como entender uma postura desse tipo? 

A vida não é fácil pra ninguém. Viver, no sentido mais amplo da palavra, é arriscado, é perigoso, por muitas vezes é tenso, e até dramático. Mas ao mesmo tempo é instigante pensar que por nossas próprias atitudes podemos mudar de rumo sempre que quisermos. Basta arriscar, se entregar ao jogo, arcar com as consequências de seus atos. 

Usar a intuição, e sempre buscar o melhor pra si, são as melhores dicas. No mais, seguir convicções, usar o coração, procurar ser ético e fiel ao que acredita, e andar com as próprias pernas é fundamental. Resumindo: Viva la vida!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"Eu Preciso Dizer Que Te Amo"



Existem muitas formas de demonstrar que ama alguém, mas afinal qual a melhor? Ou a mais bonita? A mais romântica?
Falar "Eu te amo!" talvez seja a forma mais pura de expressar tal sentimento (desde que não se banalize o sentimento, afinal o amor nunca vai ser algo banal).

Uma ligação no meio da noite, apenas pra dizer que queria ouvir sua voz, ou pra dizer que estava pensando em você, tudo isso sem usar a palavra "amor". Quer declaração maior que essa? Acho que poderíamos classificar esse ato como um romantismo moderno. E como é difícil ser romântico em meio a tanta correria que a vida moderna nos impõe.

Ás vezes, uma simples troca de olhares pode dizer muito mais do que qualquer outro ato. Afinal, dizem que não conseguimos mentir com os olhos.

Um jantar romântico, à luz de velas, uma noite perfeita, um presente inesperado, uma visita surpresa, enfim, várias são as formas de mostrar o quanto aquela pessoa é importante pra você.

Acho que o fundamental de tudo isso é que cada gesto, cada palavra, seja dita com absoluta certeza. Na dúvida, não faça nada. 

Mas quando o coração pulsar forte, a ansiedade tomar conta de você, as pernas começarem a tremer, só de pensar naquela pessoa. E, de repente, tudo isso passar, e você se ver tomado por uma paz de espírito, e uma satisfação tão grande, a ponto de te fazer esquecer do mundo, só de estar junto de um certo alguém: demonstre tudo que sente, se entregue, sinta, viva cada momento, faça cada minuto ser inesquecível...

O amor só nos faz bem, se não fizer é porque não é amor! 


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Clichê



Falar é sempre mais fácil que fazer.
Planejar é bem mais simples que executar.
Sonhar é fundamental, só que mais importante ainda é saber o que fazer quando o sonho torna-se realidade.

Pensar em amor pode ser algo banal, viver um amor não.
Arriscar, se aventurar, procurar viver intensamente, fácil falar não?
Descobrir que viver cada dia como se fosse o último não é uma vã filosofia.
Perceber que todos esses clichês podem ser verdade. Será?

Tentar ser feliz ao seu jeito, afinal cada um tem uma definição muito pessoal do que é felicidade.
Mas, afinal, realmente existe felicidade?
Ou é algum produto imaginário, idealizado pelo ser humano?

A vida as vezes nos prega cada peça:
Por um instante penso que somos atores de uma grande comédia (ou tragédia), vai depender do ponto de vista.
O palco é a Terra. Nós somos os protagonistas (ou coadjuvantes), dessa peça. 
Ser um ou outro, protagonista ou coadjuvante, vai depender de nossas escolhas. 
Mas será que realmente temos tantas opções assim?

E quando as circunstâncias se impõem as nossas vontades?
Como lidar com o imprevisível?
Talvez sejamos previsíveis demais, isso sim.

De uma coisa não duvido: arriscar é sempre a melhor opção!
Digo mais, talvez essa seja a nossa única opção se realmente quisermos encontrar a felicidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Pra que entender?


Cada relacionamento é único, singular, é impossível comparar uma paixão a outra.
Então, podemos supor que aprendemos com nossos amores.
Sempre levamos algo, e deixamos alguma coisa também.

Podemos, até mesmo, perceber que nossa capacidade de compreensão é bem maior do que pensávamos.
Ampliar limites, superar expectativas, descobrir que quase nunca acontece exatamente o que foi planejado.
E não acontecendo o que foi planejado, se mesmo assim você ficar feliz, parabéns! O nome disso é paixão! Ou seria amor?

Entendo que a fórmula do sucesso de uma relação a dois, seja um misto de autocontrole, com entrega, regada a grandes doses de sinceridade.
Auto-controle é fundamental, uma vez que nem sempre podemos fazer o que queremos, ou quando queremos.
Entretanto, como entrar de cabeça num relacionamento sem se entregar, sem demonstrar o que sente, sem medo de arriscar?
Logicamente tudo há de acontecer de uma maneira natural e, principalmente, sincera.

Sentir aquele frio na barriga, perceber as mãos transpirando, notar a ansiedade tomando conta do seu corpo.
Esses são alguns sintomas que indicam o quanto a pessoa que está deixando você assim é especial.

Maus momentos, problemas, certamente virão, mas se perceber que tudo isso vale a pena, por que não insistir?
Entender um relacionamento é uma tarefa árdua, afinal não podemos explicar o inexplicável.
Seria chato se pudessemos fazer isso. Pra que entender?
Prefiro sentir do que buscar explicações.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A vida é feita de escolhas



Será que existe alguma maneira de definir, ou se proteger, de alguns sentimentos que simplesmente acontecem?
Seria fácil se pudéssemos, de alguma forma, evitar que algo ocorresse.

Com certeza a vida pareceria bem menos complicada se tudo que pensamos, ou falamos, pudesse ser colocado em prática.
E quando de repente você se encontra em uma situação que sempre fugiu, e não sabe mais o que fazer?

É perigoso demais apostar em algo no qual não se possa fazer qualquer previsão.
Onde não se sabe ao certo o que de fato estar por vir.
Mas é possível resistir?

Desistir seria o óbvio. Mas o que fazer com a voz que diz: "Siga em frente! Arrisque! Viva intensamente!"?

Chega um momento em que somos forçados a tomar uma decisão. E essa opção pode alterar, ou não, sua vida completamente.
Pode lhe transformar, ou até mesmo mostrar um lado até então desconhecido de sua personalidade.

Uma coisa é fato: não dá pra pensar muito.
Há de se fazer uma escolha, afinal o tempo não vai parar para que você planeje alguma alternativa.
Amanhã você pode não ter mais o privilégio de optar por um caminho.

Se o sentimento for maior do que todas essas dúvidas e questionamentos pessoais, a resposta é: só quem tem coragem para enfrentar obstáculos consegue encontrar a felicidade.

Já tomei a minha decisão!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Mais uma Janta




Como entender o que não tem explicação? 
Como explicar o que não pode ser entendido? 

Como algo pode não dá certo apenas pelo medo de que vá dar errado no futuro?
Como destruir um sentimento que um dia te fez bem, e que mesmo fazendo mal agora, ainda trás tanta saudade?
Como abrir mão do que ainda não aconteceu?

Como fingir que está tudo bem, mesmo quando tudo anda mal?
Como partir pra outra se ainda não se consegue virar a página?
Ou como saber que acabou o livro, e não apenas mais um capítulo?
E se o livro acabou, onde buscar interesse pra escrever outro?
Como não comparar? 
Como saber o momento certo de falar?
E se não conseguir se fazer entender? Como corrigir?

Quanto tempo leva pra esquecer? E pra parar de lembrar?
Por si só ou com a ajuda de outra pessoa?
Eterno ou não dá?
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Dica: escutem Janta de Marcelo Camelo, com participação de Mallu Magalhães. A letra da canção é bem mais poética que meu texto, mas me atrevo a dizer que o tema é o mesmo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Falando de amor


Qual a fórmula para que um relacionamento dê certo?
Quem conseguir responder a essa pergunta, sem pestanejar, merece um troféu (de gênio, ou de hipócrita).

Um namoro, noivado, casamento, ou seja lá o nome que se dê ao tal "relacionamento sério" não sobrevive apenas de amor.
Seria muito bom que apenas um "gostar mútuo" fosse suficiente pra levar uma relação adiante.

A complicação, natural ou proposital, se dá a partir do momento em que entram no jogo palavras como cíume, insegurança, autoconfiança, ego, orgulho, fidelidade (em seu sentido mais amplo), amigos, família.

Sou totalmente adepto da filosofia do "seja eterno enquanto dure". Um relacionamento não precisa durar uma vida para que deixe marcas, o importante é a intensidade. Tais marcas serão levadas consigo por um bom tempo, e irão influenciar de alguma forma a maneira de lidar com a próxima pessoa que irá compartilhar algo de sua vida.

Mas amor é tudo? Não, definitivamente não. Algo pode não dar certo mesmo existindo um sentimento recíproco. Acho que esses são os piores finais. Quando acabam, marcam, e deixam algo bom pra ser lembrado. Quando simplesmente existe um sentimento tão forte, que é preferível parar por ali. Talvez pela opção de acabar enquanto ainda resta amor, antes que termine de uma maneira banal, e se torne apenas mais um relacionamento.

Agora como esquecer quando ainda resta algo bom? Quando não há sequer um motivo para se ter raiva?
Bem, ai já é outra história...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Uma questão de prioridades



 


Saber gerenciar o próprio tempo tem se tornado uma das maiores virtudes do ser humano hoje em dia. É bem comum nos depararmos com frases do tipo "Não tenho tempo pra nada!", "Minha vida está uma correria!", "Queria poder trabalhar menos!". Mas será que a culpa dessa nossa "falta de tempo" é do cotidiano nada fácil que vivemos, ou de nossa incapacidade de gerir a própria vida?

Me recuso a acreditar em uma pessoa que diz que não namora por falta de tempo, que não se diverte porque trabalha demais, que não cuida dos amigos, ou da família, como devia, por andar estressado com sua rotina.

Ora, logicamente, trabalhar, ou estudar, é apenas um meio de conseguir alcançar um objetivo maior, e não a atividade fim. Pra que trabalhamos? Bem, acho que a maioria das pessoas vai concordar comigo. Trabalhamos porque precisamos nos manter. Manter tanto as necessidades básicas, quanto pequenos luxos, que fazem toda a diferença. Então, como entender uma pessoa que vive pelo trabalho, abrindo mão dos amigos, da família, dos amores?

Toda escolha que tomamos, ou que somos obrigados a tomar, irá gerar algumas consequências, e ocasionar algumas perdas. Então, ao optar por uma rotina de trabalho sufocante, deve-se ter em mente que o nível financeiro vai crescer, mas a qualidade vida vai diminuir, e muito. 

Pode-se usar a desculpa de que atualmente, não temos muita escolha no que diz respeito a empregabilidade. Mas temos sim. É apenas uma questão de prioridades. Ao priorizar o fator financeiro, a contrapartida será deixar os sentimentos um pouco de lado. Vale a pena? Ao meu ver não. Procuro encontrar o meio termo, afinal do que adianta estar com a conta bancária lotada, e coração vazio?

Levamos muito pouco, quase nada, desse mundinho complicado em que vivemos. A vida é curtíssima. Não vejo motivo algum para deixar pessoas e sentimentos em segundo plano, em troca de projetos pessoais de acumulação de capital. No fim, a frustração por não ter ninguém que você possa amar ao seu lado será bem maior do que o prazer de poder comprar algo fútil e sem valor sentimental nenhum. Do que adianta ter e não poder compartilhar?

Esse pensamento parece ser demasiadamente romântico, e é mesmo. É exatamente isso que anda faltando no mundo, mais romantismo, e menos robotização de pessoas e sentimentos. E pra não fugir do tema, é impossível manter qualquer relacionamento, quando não é reservada uma parcela de tempo apenas pra isso. É uma questão de prioridadade!



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O tema desse post, surgiu de uma conversa que tive ontem, valeu pela inspiração B. A.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Simplesmente Saudade


 

Como é difícil explicar um sentimento tão corriqueiro como a saudade.
É fácil saber que está sentindo, mas complicado entender porque.

Não é tão incomum assim confundir saudade com carência, com falta. Mas ela, a saudade, é bem mais complexa que isso.
Saudade do que passou, de algum bom momento, de alguma memória, ainda dá pra explicar. E quando a saudade vem por algo que não aconteceu, ou, pelo menos, que ainda não ocorreu.

Há quem diga que só sente-se saudades por insatisfação com o momento atual. Discordo. Outros dizem que saudade é algo triste. Discordo mais uma vez.
Nem sempre a saudade é triste. É perfeitamente natural lembrar e sorrir.
A saudade mexe com a nossa cabeça, e, principalmente, com a alma.

É gostoso lembrar daquele dia, daquele exato instante em que aconteceu algo que não saiu de sua memória.
Saudade, sentimento tão carregado de outros tantos sentimentos, que confudem, mas também confortam. Que iludem, sem deixar de trazer um pouco de nostalgia. "Se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais." ¹

Quando sentir saudade, não se entristeça, pelo contrário, se orgulhe.
Pense que tal sentimento surgiu porque você tem um passado, uma história.
Lembre que algo, ou alguém, que marcou a sua vida está presente, alterando, de alguma forma, sua perspectiva de futuro.

E quando alguém sentir saudades de você, bem, você conseguiu cumprir um dos objetivos de estar vivo. Simplesmente não está passando despercebido. Veio pra fazer a diferença, e não é apenas mais um na multidão.



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¹ Citação da música "Angra dos Reis" - Legião Urbana, composta por Renato Russo, Renato Rocha e Marcelo Bonfá. Excelente canção, recomendo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sobre cigarros e paixões





Paixões e cigarros têm muito em comum. Ambos causam uma certa sensação de prazer, podem viciar, e muitas vezes fazem mal. Mesmo sabendo dos riscos que causam, é impossível ficar sem. A falta de cigarros, ou de paixões, trás um certo sentimento de vazio. O excesso causa dependência.

Como começa uma paixão? Do nada, não tem explicação lógica. Bem, nada parece lógico quanto estamos apaixonados. O sentimento simplesmente toma conta da mente, do corpo, da alma, e de repente, não há mais nada que possa ser feito. Com um fumante acontece a mesma coisa. Acende um cigarro apenas pra se divertir, pra aparecer, ser descolado. Quando vê, está com vontade de acender outro, mais uma vez sem muitas pretensões cabíveis, ou fáceis de entender. De uma hora pra outra pode estar preso ao vício. E também não haverá muito que se fazer.

Durante uma paixão sente-se em turbilhão de sentimentos, emoções. Dá saudade só de pensar na outra pessoa, dói admitir que possa não dar certo, e se der certo, que certamente não será eterno. No fundo, um apaixonado torna-se escravo de si mesmo. E até gosta de sentir-se assim. Ao se declarar fumante, inevitavelmente você vai ser criticado. Mesmo assim possivelmente vai insistir no vício. Por quê? Mesmo sabendo que está dependente da droga, a sensação de prazer vai ser maior do que o bom senso. Mais uma coincidência não?

Como termina uma paixão? Poderia passar horas escrevendo sobre isso, e não chegaria a lugar algum. Cada paixão é única, ninguém se apaixona da mesma forma duas vezes. Pode-se até se apaixonar pela mesma pessoa outras vezes, mas impossível se apaixonar do mesmo jeito. Como acaba um vício? Com certo sacrifício, tentando uma, duas, dez vezes. É complicado, penoso até. Mas acaba, ou, ao menos, tenta encontrar uma forma de não fazer tanto mal a si mesmo. Explicar o vício é bem mais fácil do que falar de paixões. Mas não seria a paixão apenas mais um vício?

A paixão é como um cigarro sim. Prazeroso no começo, a cada trago a satisfação aumenta. Mesmo fazendo mal é impossível ficar sem. Quando acaba, a vontade que dá é de começar tudo outro vez, afinal do que vale estar vivo sem estar apaixonado. Falo agora no sentido mais amplo possível da palavra. Quando acaba uma paixão, uma parte sua morre junto. Intensidade me parece a palavra que melhor defina esse sentimento.

Talvez agora, quem já se apaixonou, e nunca fumou, poderá entender melhor um fumante, sem apologia nenhuma ao vício. Aos fumantes que nunca se apaixonaram, fica uma dica: é bem mais fácil parar de fumar do que se libertar de uma grande paixão. Quantos aos não-fumantes que nunca se apaixonaram, bem, esses devem ser caretas demais pra entender o que tentei explicar, portanto, comecem a viver, a se apaixonar.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quanto ao Tempo...




O tempo é o nosso maior inimigo.
Dificilmente o tempo constrói, normalmente apenas destrói.
Destrói sentimentos, lembranças, desejos.

O tempo é implacável, nada, nem ninguém, está imune a ele.

Há quem diga que o tempo conforta, mas é impossível ver tal figura com bons olhos.
Ao passo que o tempo cura uma dor, leva embora uma grande paixão, um amor.

O que dizer então do famoso "dar um tempo"?

O tempo acaba com tudo. Nos deixa ultrapassados, perdidos em nós mesmos.
Amadurecemos com o tempo? Não, ficamos apenas menos românticos, envelhecemos a alma.

Quem nunca quis parar no tempo? Parar exatamente naquele momento, que sutilmente o tempo levou embora.
Tudo tem seu tempo... será mesmo? Quem consegue afirmar isso com plena convicção?

Como seria bom poder voltar no tempo, ou então saber o que o tempo têm a nos oferecer.
Mas ele é cruel, frio, não nos deixa alternativa alguma.
Nenhuma criança poderá escapar da loucura da adolescência. Tampouco um jovem apaixonado sairá ileso diante da seriedade da vida adulta.
O único culpado disso? Apenas ele: o tempo.

Então como algo que nos tira a graça, a paixão, o romance, a pureza, pode ser bom?
Bem, isso só o tempo poderá responder.