Discordo totalmente de quem acha que razão e emoção são forças que divergem entre si. A meu ver existe pelo menos uma pitada de razão em qualquer sentimento. Claro que às vezes não conseguimos disfarçar o que sentimos, mas nem sempre essa atitude é tão irracional assim.
Podemos escolher por quem se apaixonar? Lógico que não. Escolher quem vamos amar, quem vamos odiar? Muito menos. Mas alguns fatos bem racionais nos levam a criar qualquer situação emotiva. Por exemplo, se fossemos guiados totalmente pela emoção, nunca deixaríamos de gostar de alguém que nos faz sofrer. Por mais que o amor exista, a razão acaba guiando o individuo a alterar o sentimento que existe.
Daí entra mais um dilema pessoal: qual a diferença entre insistência e perseverança? Acho que isso gira em torno do velho clichê: "seguir a cabeça ou coração?". Na verdade, nem uma coisa, nem outra, nem cabeça, nem coração. Não existe essa de se entregar ao ponto de viver mais a vida de alguém do que sua própria vida. Muito menos tentar se preservar tanto, e acabar esquecendo o quanto é bom compartilhar momentos e sentimentos com alguém que te faça bem.
Talvez o segredo seja deixar acontecer. Se existe dor e sofrimento é porque não está fazendo bem, e a vida é curta demais para ser desperdiçada com maus momentos. Às vezes nos cobramos demais, e nos culpamos tanto, que acabamos por perder a graça e a alegria dos momentos mais simples e belos da vida.
Ame por amar, não por obrigação. Se apaixone quantas vezes for necessário, sempre aprendemos algo depois de uma grande paixão. Confie em quem aparentar merecer confiança. Entregue o seu melhor, demonstre o que sente. Mostre-se exatamente como é. E não sofra. Nada, nem ninguém, pode fazer você perder o precioso tempo de estadia nesse mundo louco em que vivemos. Ao invés de se lamentar, sorria! Mesmo que não tenha motivo algum sorria. Esse sorriso pode gerar uma onda positiva muito maior do que se pode imaginar!


















