Quantas escolhas fazemos ao longo da nossa existência? Mas será que são de fato escolhas, ou apenas refletimos o que nos ensinaram? Somos livres, ou escravos do ambiente em que vivemos?
O quanto a capacidade de pensar é influenciada pelo conhecimento já existente?
Nos vejo obrigados a quebrar paradigmas, a nos arriscar, a de fato sermos ousados, e não apenas reescrever o mesmo enredo, disfarçando-o de moderno.
Como bem disse Cazuza: "o tempo não para". Somos nós que paramos no tempo. A capacidade de adaptação do ser humano não deve seguir naturalmente apenas. Vivemos numa época onde a racionalização não deve ser deixada de lado. Devemos sim agir, lutar, e mudar.
Deixemos de lado estigmas sociais, psicológicos e religiosos, e encaremos a realidade de frente. Sejamos mais óbvios, interrompendo ciclos de preconceitos e visões estereotipadas do mundo e das pessoas que aqui vivem. Devemos lutar pela ampliação dos direitos do homem, e não cercear nossa própria liberdade.
Até quando fatores essencialmente individuais como a sexualidade, a etnia, ou crença, serão motivos para de alguma forma chocar determinados grupos? Será que a história da humanidade será resumida uma eterna caça as bruxas?
Enquanto as características naturais de alguém continuarem a causar incomodo a outro ser, viveremos nessa constante guerra por um padrão. O que os puritanos e preconceituosos de plantão chamam de moral e bons costumes, eu considero uma robotização da raça humana. Espero, sinceramente, que nenhum padrão de comportamento chegue a ser unânime.
No dia em que as diferenças humanas não mais precisem de leis ou discussões para serem aceitas, poderemos, de fato, sermos chamados de seres racionais!
