sábado, 25 de fevereiro de 2012

Algumas páginas...




E o tempo passou...
O meu tempo, o seu tempo, talvez o nosso tempo.
Recordar não é viver,
Mas a saudade às vezes se faz tão presente que parece poder ser tocada.

Escrevemos algumas páginas:
Grandes sorrisos, intensas batalhas, choro, guerra e paz.
Paz, enfim parece começar a chegar,
E o fim parece ter chegado junto com ela.

Mas que fim?
Tudo seria tão simples se pudesse ser reduzido a início, meio e fim.
Não existe final para algo tão intenso.
Entre noites mal dormidas e dias inesquecíveis.
Não tem jeito, lembro apenas dos momentos únicos, onde disse certa vez:
- Parece que te conheço há mil anos!

O vento da mudança soprou, veio em forma de furacão.
Mas isso sim teve o fim. A tempestade foi embora,
O dia começa a surgir,
E os primeiros raios de sol já brilham onde pensei não haver mais brilho.

O fim do livro, ou o fim de mais um capítulo?
Essa é a charada,
A incógnita que deixa tudo mais surpreendente.
E como toda surpresa, é irresistível.

Que o tempo passe,
Que a distância ajude,
E que possamos amadurecer.
Sem perder o encanto, afinal quando não há mais magia,
O espetáculo chega ao fim...

Nenhum comentário:

Postar um comentário