Tempo... outra vez ele.
Vinte e cinco anos com cabeça de doze?
Ou com experiência de setenta?
Não importa.
Já fui tímido,
Até perceber que nem todo mudo está disposto a encontra a pérola que tentava esconder.
Já tentei ser frio, mas como ser assim diante de um mundo tão radiante?
Tentei ser cínico também, mas minha índole não me permitiu,
No máximo consigo ser irônico,
Há, isso faço como ninguém.
Me deparei com pessoas de alma clara,
De coração puro, de sinceridade latente.
Também fui alvo de muitos sanguessugas,
Que tinham prazer apenas em iludir, ou criar situações que me fariam fraquejar.
A vida me ensinou muito, e eu também a ensinei um bocado.
Já traí, nunca fui nenhum anjo.
E já fui traído, e vi o quanto dói ficar sem asas pra voar.
Já amei e fui amado,
Fui amado e não amei,
Já amei e achei que fui amado.
Decepcionei algumas vezes,
E superei as expectativas outras tantas.
Acima de tudo sou humano,
Errei, acertei, fui e fiz feliz,
Assim como já deixei triste quem não merecia.
Posso ser uma caixinha de surpresas,
E ao mesmo tempo o cara mais previsível do mundo.
Nunca estou satisfeito com o que tenho,
Embora tenha quase tudo que eu preciso.
Adoro despertar sorrisos,
Mas também sei mostrar toda a minha fúria.
Amo a intensidade, odeio monotonia.
Pessoas lindas me cercam, me protegem,
E me orgulho de ter conquistado o amor e o respeito de cada uma delas.
Que venham mais alguns anos,
Mais alguns erros e acertos,
Pois o aprendizado não termina nunca:
Nem nessa vida, muito menos nas outras que ainda estão por vir...

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