segunda-feira, 23 de maio de 2011

Uma questão de prioridades



 


Saber gerenciar o próprio tempo tem se tornado uma das maiores virtudes do ser humano hoje em dia. É bem comum nos depararmos com frases do tipo "Não tenho tempo pra nada!", "Minha vida está uma correria!", "Queria poder trabalhar menos!". Mas será que a culpa dessa nossa "falta de tempo" é do cotidiano nada fácil que vivemos, ou de nossa incapacidade de gerir a própria vida?

Me recuso a acreditar em uma pessoa que diz que não namora por falta de tempo, que não se diverte porque trabalha demais, que não cuida dos amigos, ou da família, como devia, por andar estressado com sua rotina.

Ora, logicamente, trabalhar, ou estudar, é apenas um meio de conseguir alcançar um objetivo maior, e não a atividade fim. Pra que trabalhamos? Bem, acho que a maioria das pessoas vai concordar comigo. Trabalhamos porque precisamos nos manter. Manter tanto as necessidades básicas, quanto pequenos luxos, que fazem toda a diferença. Então, como entender uma pessoa que vive pelo trabalho, abrindo mão dos amigos, da família, dos amores?

Toda escolha que tomamos, ou que somos obrigados a tomar, irá gerar algumas consequências, e ocasionar algumas perdas. Então, ao optar por uma rotina de trabalho sufocante, deve-se ter em mente que o nível financeiro vai crescer, mas a qualidade vida vai diminuir, e muito. 

Pode-se usar a desculpa de que atualmente, não temos muita escolha no que diz respeito a empregabilidade. Mas temos sim. É apenas uma questão de prioridades. Ao priorizar o fator financeiro, a contrapartida será deixar os sentimentos um pouco de lado. Vale a pena? Ao meu ver não. Procuro encontrar o meio termo, afinal do que adianta estar com a conta bancária lotada, e coração vazio?

Levamos muito pouco, quase nada, desse mundinho complicado em que vivemos. A vida é curtíssima. Não vejo motivo algum para deixar pessoas e sentimentos em segundo plano, em troca de projetos pessoais de acumulação de capital. No fim, a frustração por não ter ninguém que você possa amar ao seu lado será bem maior do que o prazer de poder comprar algo fútil e sem valor sentimental nenhum. Do que adianta ter e não poder compartilhar?

Esse pensamento parece ser demasiadamente romântico, e é mesmo. É exatamente isso que anda faltando no mundo, mais romantismo, e menos robotização de pessoas e sentimentos. E pra não fugir do tema, é impossível manter qualquer relacionamento, quando não é reservada uma parcela de tempo apenas pra isso. É uma questão de prioridadade!



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O tema desse post, surgiu de uma conversa que tive ontem, valeu pela inspiração B. A.

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