quarta-feira, 31 de julho de 2013

Dançando com fantasmas



Nada é eterno, ninguém é imortal...
O espectro da vida pode aterrorizar qualquer um,
Mas também pode ser cômico,
Ou surreal, ou infinito: mas nada é eterno!

De passagem pelo mundo levamos algumas pancadas,
Vários arranhões, incontáveis tropeços.
Mas se a vida fosse um mar de rosas, como saberíamos distinguir o doce sabor da felicidade?

Viajando na órbita do tempo, muitas vezes me pergunto:
"Doce ilusão ou verdade? Sabedoria ou leveza? Paz ou paixão?"

Algumas vezes consigo as respostas que quero,
Poucas vezes tenho as respostas que preciso,
E raramente me satisfaço com o resultado obtido!
Mas não seria a satisfação o ponto final? O fim da linha?

O excesso de filosofia acaba por nos deixar teóricos demais,
Tal qual o excesso de desilusões nos deixam mais ríspidos, menos sonhadores...
Mas sonhar menos, não quer dizer deixar de sonhar:
Manter os pés no chão, nem sempre me impede de voar!

Então que doces e novos aromas aflorem na próxima primavera,
E que o calor do verão aqueça mais uma vez o coração que insiste em se manter congelado!

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