segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Alguns brindes




E quantas vezes bateu aquela vontade imensa de desistir de tudo,
De chorar, recuar, se esconder, de fugir...
Mesmo assim veio a noite, depois outro dia, e tantas outras noites,
E de repente tudo foi passando, e passou:
Um brinde ao passado!

E aquela vez em que a solidão pareceu se alojar perpetuamente em seu coração,
Mas tudo não passava de uma ilusão: solidão foi o nome que encontrou para isolamento!
Se estava sozinho, se permanecia sozinho, era apenas uma escolha, não destino.
E quando a vontade de reaparecer falou mais alto,
Quando o desejo de reencontrar consigo mesmo foi tão grande, que o obrigou a fazê-lo:
Brindemos, então, a solidão!

Mas ainda podes questionar, como alguém pode mudar tão rápido?
Rápido? Para mim, a velocidade do tempo é um dos fatores mais relativos:
Um segundo pode valer uma vida, ou fazer você recorda-lo eternamente.
Mas o tempo que cura, também é o tempo que machuca.
O tempo que nos dá sabedoria, também é o tempo que tira pouco a pouco nossas vidas.
O tempo que recupera, é o mesmo tempo de destrói!
Certo ou errado, um brinde ao tempo!

Mas e a vida?
Não merecia ser festejada, não seria a vida o propulsor maior do ser humano?
Ou seria o amor? Ou até mesmo a felicidade, o mais importante?
Buscar o maior fator, o ápice, é tão difícil como explicar a cabeça de um apaixonado.

Então vamos viver, não sobreviver...
Amar, não simplesmente gostar...
Buscar a felicidade, não apenas a alegria...

E a cada nova vida, a cada novo amor,
A cada novo momento feliz,
Sempre iremos brindar!

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